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Actualizado em Segunda, 29 Junho 2015 15:19
 
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Actualizado em Domingo, 21 Junho 2015 08:05
 
A RITALINIZAÇÃO DOS MIÚDOS


Na RTP, no programa Linha da Frente foi divulgado um trabalho “Cérebro meu” de enorme interesse público e cujo visionamento me parece importante. O trabalho centrou-se no uso crescente do fármaco cloridrato de metilfenidato em crianças e adolescentes. O uso desta droga ocorre, fundamentalmente, no quadro de diagnósticos de hiperactividade e défice de atenção.

O recurso ao metilfenidato com os nomes correntes de Ritalina, Concerta ou Rubifen disparou em Portugal nos últimos anos, de 23 000 embalagens vendidas em 2004 passou-se para cerca de 280 000 embalagens vendidas em 2014, um crescimento assombroso e preocupante.

Na peça televisiva, para além dos testemunhos de crianças, adolescentes e pais devem, do meu ponto de vista, salientar-se as lúcidas intervenções da professora Inácia Santana e da pedopsiquiatra Ana Vasconcelos que alertam para os muitos problemas e riscos envolvidos nesta medicação.

Ainda face a este cenário e em diferentes intervenções públicas, especialistas como Mário Cordeiro ou Gomes Pedro, muito recentemente, têm revelado sempre uma atitude cautelosa e prudente face esta hipermedicação ou sobrediagnóstico. Este tipo de discurso, cauteloso e prudente, que subscrevo, contrasta com a ligeireza, que não estranho, de Miguel Palha que referia há algum tempo no Público as “centenas” de crianças que na sua clínica solicitam “diariamente” o fármaco.

Retomo algumas notas de textos anteriores sobre estas questões, a forma como olhamos e intervimos face aos comportamentos que os miúdos mostram. De facto, de há uns tempos para cá uma boa parte dos miúdos e adolescentes ganharam uma espécie de prefixo na sua condição, o "dis".

Se bem repararem a diversidade é enorme, ao correr da lembrança temos os meninos que são disléxicos em gama variada, disgráficos, discalcúlicos, disortográficos ou até distraídos.

Temos também as crianças e adolescentes que têm (dis)túrbios ou perturbações. Estes também são das mais diferenciadas naturezas, distúrbios do comportamento, distúrbio do desenvolvimento, distúrbios da atenção e concentração, distúrbios da memória, distúrbios da cognição, distúrbios emocionais, distúrbios da personalidade, distúrbios da actividade, distúrbios da comunicação, distúrbios da audição e da visão, distúrbios da aprendizagem ou distúrbios alimentares.

Como é evidente existem ainda os que só fazem (dis)parates e aqueles cujo ambiente de vida é completamente (dis)funcional ou se confrontam com as (dis)funcionalidades dem muitos contextos escolares, número de alunos por turma excessivo, currículos desajustados, falta de apoios, etc.

Pois é, há sempre um "dis" à espera de qualquer miúdo e senão, inventa-se, "ele tem que ter qualquer coisa".

De forma simplista costumo dizer que algumas destas crianças não têm perturbações do desenvolvimento ou dificuldades de aprendizagem, experimentam perturbações no envolvimento e sentem dificuldades na “ensinagem”.

Agora um pouco mais a sério, sabemos todos que existem um conjunto de problemas que podem afectar crianças e adolescentes mas, felizmente, não tantos como por vezes parece. Inquieta-me muito a ligeireza com que frequentemente são produzidos "diagnósticos" e rótulos que se colam aos miúdos, dos quais eles dificilmente se libertarão e que pela banalização da sua utilização se produza uma perigosa indiferença sobre o que se observa nos miúdos.

Inquieta-me ainda a ligeireza com que muitos miúdos aparecem medicados, chamo-lhes "ritalinizados", sem que os respectivos diagnósticos conhecidos pareçam suportar seguramente o recurso à medicação. Como se viu na peça da RTP os riscos da sobreutilização ou uso sem justificação do metilfenidato tem riscos, uns já conhecidos, outros em investigação.

Esta matéria, avaliar e explicar o que se passa com os miúdos e adolescentes, exige um elevadíssimo padrão ético e deontológico além da óbvia competência técnica e científica.


Prof José Morgado (ISPA)

Não se pode aligeirar, é "dis"masiado grave.


http://www.rtp.pt/play/p1764/e197515/linha-da-frente

Actualizado em Domingo, 21 Junho 2015 07:57
 
Poetar com Manuel António Pina e Zeca Afonso
 
Num trabalho conjunto entre a Biblioteca e a aula de Português dos 5ºA|D, da Prof. Manuela Mendes Silva, desenvolveram-se, em quatro sessões, as tarefas acima descritas cujos materiais de suporte se podem consultar em...
 
 
Como resultado da atividade de escrita sobre a AMIZADE, decorrente da audição da canção "Traz outro amigo também", de Zeca Afonso, construiu-se o EBook que a seguir se apresenta:
  

Ler mais publicações no Calaméo

De anteriores atividades de produção poética, seguindo um modelo auxiliar de construção de texto...
 
Se eu fosse....
seria um...
porque...

... apresentam-se os poemas elaborados por dois alunos do 5ºA:
  
Se eu fosse um quadro,
seria «Noite Estrelada»,
porque adora quando fica
tudo iluminado.

Se eu fosse uma música,
seria «Hino à Alegria»,
porque é só fechar os olhos
e sente-se logo a magia.

Se eu fosse um lugar,
seria uma montanha,
porque é alta e rochosa
subi-la seria uma façanha.

Se eu fosse uma cor,
seria o amarelo,
porque, como o girassol,
não há nada tão belo.

Se eu fosse uma árvore,
seria um sobreiro,
porque mantenho as folhas
e evito o aguaceiro.

Se eu fosse um animal,
seria um leão,
porque o rei da selva
é um campeão.

Diogo Saldanha 5ºA

Se eu fosse um quadro,
seria uma bela paisagem,
porque inspira grande coragem.

Se eu fosse uma música,
seria o Fado,
porque teria sempre amigos ao meu lado.

Se eu fosse um lugar,
seria uma praia deserta,
porque daria a harmonia certa.

Se eu fosse uma cor ,
seria o branco,
porque embelezaria tudo com grande encanto.

Se eu fosse uma árvore,
seria um embondeiro,
porque a paz estaria sempre primeiro.

Se eu fosse um animal,
seria uma gaivota,
porque encontraria sempre a minha rota.

Francisco Morais 5ºA
Actualizado em Quinta, 18 Junho 2015 09:47
 
O Ponto - Peter Reynolds - Atividade para o Pré-Escolar
 
Num remake de uma atividade já realizada há 4 anos com as turmas do ensino pré-escolar do Centro Escolar Norte, de novo se retomou a fonte inspiradora deste pequeno livro de Peter Reynoldas, famoso pela sua mensagem de encorajamento para, como forma de tornar realidade que todos nós somos capazes de tudo desde que nos esforcemos, pintar pontos em painéis colocados ao dispor dos jovens estudantes.
 
Primeiro, leu-se a história...
 
 

Depois lembrou-se, com um filme feito na altura, a atividade anterior...

 
Finalmente, mãos à obra, pintou-se e pintou-se pontos...
 
 
            



 


Actualizado em Quinta, 18 Junho 2015 09:50
 
Exposição de trabalhos de Educação Visual

Estão patentes no Polivalente da Escola Escola Básica 2,3 os trabalhos efetuados pelos alunos ao longo do ano na disciplina de Educação Visual.
 

 


 

 



 


 
 
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